Las Vegas, 05 de outubro de 2025.
Acordamos em Las Vegas, Nevada.
Hoje é dia de deslocamento. Normalmente esses dias são chatinhos, mas nesse caso o deslocamento será a própria viagem!
Alugamos um carro para começar nossa roadtrip rumo a Albuquerque. Pra nossa “sorte”, a maior fila da Central era a nossa, claro. Uma hora e meia depois conseguimos entrar no nosso carro.

Primeira parada: Hoover Dam – distância percorrida 58 km.
A Represa Hoover é uma das maiores e mais famosas obras de engenharia civil dos Estados Unidos, na divisa dos estados de Nevada e Arizona. Foi construída na década de 30, principalmente para controlar as enchentes do Rio Colorado, fornecer água para irrigação e consumo da região, e gerar energia hidrelétrica.





O arco da barragem é impressionante com os seus pouco mais de 220 metros de altura! A paisagem é linda! Vale super a visita!
A entrada é gratuita, mas para quem quer uma visita mais aprofundada, existem tours com cobrança de ingresso. Os estacionamentos internos são pagos, porém no lado do Arizona existem 3 bolsões para estacionar gratuitamente.
Saindo da Represa, seguimos por aproximadamente 120 km até Kingman, no Arizona, conhecida como “o coração” da histórica U.S. Route 66.

A cidade possui o maior trecho preservado da lendária rota 66 e fica estrategicamente localizada entre Las Vegas e o Grand Canyon West (atenção: alerta de spoiler!). Beneficiada por esses dois aspectos, virou uma parada quase obrigatória para quem passa pela região. Kingman ainda abriga o Arizona Route 66 Museum, que conta a história da estrada através de carros antigos, placas de neon e artefatos da antiga rodovia. Deve ser bem curioso, especialmente porque o museu fica na antiga central elétrica da cidade (antes da Represa Hoover ser construída).
Mas não foi dessa vez… Como perdemos muito tempo para pegar o carro (obrigada, Avis querida), preferimos olhar só o centrinho e seguir caminho, porque o melhor está por vir…
Seguimos, então, pela original Rota 66 por 46 km, até a curiosa Cidade Fantasma de Oatman. O caminho é a propria definição de pitoresco: digno de ser pintado!!!






Depois de algumas paradas no meio da estrada para admirar a paisagem árida do deserto do Arizona, chegamos a Oatman, que nasceu no início do século XX, impulsionada pela febre do ouro. Era um centro de mineração próspero até os anos 40, quando as operações de mineração foram encerradas por decreto federal, pois o ouro foi considerado não essencial para o esforço de guerra. Sem a mineração, a maioria dos moradores foi embora, e Oatman se tornou uma cidade quase abandonada, justificando o apelido de “cidade fantasma”.
Na década de 1960, Oatman ressurgiu como uma atração turística nostálgica na Rota 66, mantendo seu charme rústico do Velho Oeste e os seus habitantes não-humanos. O que realmente define Oatman hoje são os burros selvagens que perambulam livremente pela rua principal. Eles são os verdadeiros “donos do pedaço”.









Pra fechar o dia, mais 228 km de estrada até o hotel onde finalmente pudemos descansar!
Até amanhã!
Total percorrido no dia = 454 km

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