AVISO…
Antes de começar esse post só quero dizer que pensei muito se ia publicá-lo. Primeiro por ser estranho ao tema do blog. Segundo por conter informações de foro muito íntimo e também porque pode ser gatilho para algumas pessoas.
Mas decidi que, só por hoje, vou abrir uma exceção pra falar de um assunto delicado e muito pessoal, porque acho que é importante e cercado de tabus e preconceitos ainda nos dias de hoje. E isso precisa acabar!
Se o assunto não te interessa, fique a vontade para pular esse post e continuar sua viagem!
30 de setembro de 1979.
Foi aqui que tudo começou pra mim!
Sempre adorei o dia do meu aniversário! E olhando o contexto de longe, acho que tenho uma boa razão pra isso: Sou a filha do meio de 3, com idades bastante próximas. E mais tarde, virei a segunda de 5. As coisas eram agitadas lá em casa!!! Pelo menos 1 dia no ano as atenções eram voltadas pra mim… Protagonista ao menos por um dia!
E sempre teve festa! Com bolo e brigadeiro feitos em casa, família, amigos, bagunça, presentes, presença e amor. É assim que eu me lembro e assim que eu acho que aniversário deve ser (até hoje!).
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Não sei se aconteceu de verdade ou é uma memória criada pela minha cabeça perturbada. Fato é que no início da minha adolescência, enquanto andava com minha irmã no centro de Curitiba, uma cigana pegou minha mão e disse que a minha vida seria interrompida muito cedo. O tempo passou e essa história ficou pra trás.
No final da adolescência, comecei com episódios de depressão e cada crise parecia (e parece) me destruir. Você fica sem forças e completamente sem esperanças. Comecei a achar que a cigana podia ter razão. Me lembro que quando eu completei 35 anos me emocionei muito porque cresci achando que não iria chegar nessa marca!
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Mas… cheguei aos 46 esse ano!
Realizei coisas que cigana nenhuma foi capaz de prever… Me formei física, casei, me tornei mãe, passei em concursos públicos, mudei de carreira, divorciei e casei de novo (com o mesmo homem) e sigo vivendo e aprendendo a ser feliz.
Cigana nenhuma pode decidir o quanto eu vou viver e depressão nenhuma vai definir como eu vou viver. Porque eu aprendi que eu sou a protagonista dessa minha existência sem sentido e quem manda aqui sou eu!!!
Hoje eu celebro minha vida e sou muito grata por estar aqui!
Pela atenção, obrigada!
PARA SABER MAIS…
Depressão é uma doença e tem tratamento. Solicite ajuda, não tenha vergonha. Converse com alguém, tenha rede de apoio. E principalmente procure um profissional da saúde, habilitado para tal.
O mês de setembro foi escolhido para a campanha nacional de combate ao suicídio (Setembro Amarelo), e o dia 10 de setembro é o dia mundial de prevenção ao suicídio. Mas os dias ruins não acontecem só em setembro… Então temos que estar atentos e abertos todos os dias das nossas vidas!!!
Se você está em sofrimento e pensa que não existe mais solução além de “desviver”, a culpa não é sua. Você não merece isso e, principalmente, você não está sozinho(a)! Ligue 188!
O Centro de Valorização da Vida é um serviço voluntário gratuito e ininterrupto de apoio emocional e prevenção do suicídio para todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo ou até anonimato. Saiba mais em cvv.org.br .

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